sexta-feira, 9 de março de 2007
Crise dos Vinte Anos II
Não, não vou mais chorar.
Decerto que há muito se perderam
O segredo da cura de minhas desventuras
E o chão onde meus pés firmes se mantinham
Enquanto a mente mergulhava em devaneios
Não há mais tempo a ser perdido
Tempo não há mais
Já não me preocupo com o certo
Ou com o que virá depois
E o errado já foi corrigido
Porque tempo não há
Lucidez enevoada
Embreagada de juízo e caretice
Maturidade e caretice
Tão sem graça e sacal
Tão mesmice.
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