sexta-feira, 9 de março de 2007

Crise dos Vinte Anos II


Não, não vou mais chorar.
Decerto que há muito se perderam
O segredo da cura de minhas desventuras
E o chão onde meus pés firmes se mantinham
Enquanto a mente mergulhava em devaneios

Não há mais tempo a ser perdido
Tempo não há mais
Já não me preocupo com o certo
Ou com o que virá depois
E o errado já foi corrigido
Porque tempo não há

Lucidez enevoada
Embreagada de juízo e caretice
Maturidade e caretice
Tão sem graça e sacal
Tão mesmice.

2 comentários:

Anônimo disse...

...tempo não gasta, quem gasta somos nós. Então, que o tempo(senhor de todas as coisas), acabe gostando de nós, ao passar por perto...

(vamosfugir@gmail.com)

Anônimo disse...

A vida não tem graça, ou tem, não sei, na verdade tem e não tem!
Ainda não me decidi, sobre...
Mais o que me mata é essa situação onde sou protagonista e e espectador de minha própria vida...
É sempre estar insatisfeito...